quarta-feira, 13 de maio de 2009

Minha cachorrinha que não era minha

Nunca tive um cão meu quando criança, os únicos que me acompanharam pela minha infancia foram cães que moravam na praia onde temos casa. Toda vez que íamos para a praia, eu adotava (ou melhor, o cão me adotava) pelo período que eu estava lá. A primeira cadelinha que me adotou foi a Fifi, uma mestiça de pinscher, tigradinha, da pata torta. Rezava a lenda que uma moto tinha passado em cima da pata dela quando filhote e ninguem arrumou, ficando tortinha.

Eu devia ter em torno de 10 anos de idade. Lembro quando vi a Fifi pela primeira vez, um menino que morava na praia falou: ah, essa cachorrinha era da minha mãe, mas agora mora cada dia num lugar! Não sei porque ela gostou tanto de mim. Era chegarmos na nossa casa, dava uns 15 minutos e aparecia a Fifi, toda rebolando, nos dando boas vindas. De noite ela ia embora, dormir na caminha dela, numa casa umas 3 quadras da minha, onde era muito bem cuidada. De manhã, umas 7h, a Fifi ia chorar na janela do quarto dos meus pais, pedindo para todos acordarem. Onde eu ia, a Fifi ia. Toda manhã íamos para a praia, enquanto eu brincava, ela cavava buracos atras de siris de areia. A amizade com essa cachorrinha durou uns 2 anos, até que ela foi picada por uma cobra e morreu. Chorei muito quando soube, fiz uma plaquinha de madeira e coloquei onde a enterraram. Muitos cães fizeram parte da minha vida, sem serem meus. Outro dia conto mais sobre o próximo que me adotou, o Pingo.


Porque o importante é ter um cachorro na infancia :D

2 comentários:

Vívian disse...

Fê, concordo com você! Cães na infância tornam as crianças de hoje adultos de amanhã bem mais humanos!!

Sara Favinha disse...

Potz, meus primeiros cães foram traumáticos! Ganhei uma pincher de um tio, 1 mês depois a empregada deixou o portão aberto e ela foi roubada por um homem em uma carrocinha. Meus segundos cães foram a Lassie e a Cassie (original não?). Meus pais me convenceram a trocar a chupeta por um cachorro e eu topei. Um para mim e um para meu irmão. Mas minha mãe se encheu de limpar o quintal
e sugeriu a troca dos cães por um vídeo game (Atari). Eu não topei, mas ela dôou os cães mesmo assim (eu achei que elas iriam tomar banho e voltar, mas não vieram mais) e acabou dando o vídeo game prá que eu parasse de chorar. Alguns meses depois ele quebrou... Nem vou contar minha primeira experiência com aves... :/